Geralmente, as coisas muito populares não me chamam muito a atenção. E isso aconteceu com o livro O Monge e o Executivo. Sempre ouvi comentários a respeito, mas nunca tive interesse de ir atrás para lê-lo. Mas depois de algumas boas indicações, peguei o livro para ler.
Ele conta a história de um homem (John) que tinha uma vida bem abastada financeiramente, quando viu que ele não era uma pessoa de muito sucesso, e por conseguinte não era tão feliz: o relacionamento com a esposa e os filhos não ia bem, assim como o relacionamento com os chefes e os subordinados na empresa. Até que ele é aconselhado a fazer um retiro em um mosteiro, e é lá que acontece toda a história.
Entre uma cerimônia religiosa e outra acontecem as reuniões com um monge ex-consultor, que foi muito reconhecido no mercado como sendo um homem que levantava empresas em ruína, e um grupo de 6 pessoas, das quais John era um. O assunto das aulas era sobre liderança – que é o assunto do livro.
O tema da liderança servidora é discutido com o leitor através da discussão entre os participantes das aulas. Os temas são muito bem discutidos e os fundamentos apresentados, através dessas aulas que são um verdadeiro colóquio.
Apesar de apresentar bem os conceitos da liderança, a forma como os acontecimentos foram “forjados” me incomodou um pouco durante a leitura do livro. Desde a composição da equipe de alunos da história (uma treinadora, uma diretora, um pastor, um militar, uma enfermeira e o próprio John, empresário) até os diálogos, tudo soa muito artificial, o que não me agrada ao ler um texto sobre um assunto concreto. Seria diferente se eu estivesse lendo um livro de ficção, onde você sabe que ali tudo é inventado, e aproveita para deixar a imaginação solta para mergulhar na história. Mas no geral, a leitura é agradável e enriquecedora.