Livro: Vá aonde seu coração mandar
Uma avó que teve o relacionamento com a neta desgastado por razões adolescentes demais para uma mulher adulta escreve uma série de cartas que compõem este livro.
A avó já está numa idade avançada e vive apenas com o cachorro Buck, animal de estimação da neta. As cartas são escritas como que para “passar o tempo”, mas não serão remetidas à neta, pois ambas juraram não se comunicar quando a neta se separou da avó.
Nas cartas, a avó descreve coisas do passado e fala dos seus sentimentos de forma imparcial, comentando os erros cometidos pelas pessoas envolvidas nos episódios narrados – incluindo seus próprios erros – e procurando uma justificativa para o comportamento avesso da neta, além de lançar questões para que a neta repense sua postura rebelde, que na verdade servem para fazer o leitor refletir sobre as consequências dos seus atos, incentivando-o a tomar decisões baseando-se na coragem para ir aonde o coração mandar.
Hans Killian foi um grande cirurgião alemão que pariticipou como consultor cirúrgico do 16º exército alemão durante a 2ª Guerra (de novo, a guerra!). Neste livro ele narra alguns episódios que marcaram sua carreira, todos eles envolvendo um caso de cirurgia, mas nunca tendo a cirurgia como o assunto principal. Seu assunto principal é sempre o ser humano! Todos os casos apresentados no livro são emocionantes, e isso só é possível por causa do foco na alma das pessoas.
Eugênia Grandet é a filha de um vinhateiro sovina que atrai os holofotes da narrativa durante a maior parte do livro. Ele é tão avarento que não quer que a esposa nem a filha saibam da sua fortuna. Vive reclamando, dizendo que “não tem vintém”.
O título do livro faz alusão a um momento onde todas as alternativas de socorro já não são mais possíveis, a última hora do dia já passou, não há mais nada que possa evitar a destruição do homem.
Neste livro, Ivan Deníssovitch Chukhov é um prisioneiro de guerra e a história conta um dia típico (ou atípico) que se passa no campo de concentração onde cumpre sua pena. O autor, Alexandre Soljenitsin, desenvolve a história com muita propriedade, pois foi prisioneiro entre 1945 e 1953. Aliás, foi exatamente durante o cumprimento de sua pena que ele decidiu escrever este livro.
Neste livro, Lennie e George são dois “peões”, como descrito pelo autor, que sempre andam juntos. Eles não tem família e nem onde morar, e vivem pulando de uma fazenda para outra, trabalhando e tentando juntar dinheiro para realizar o sonho que eles tem de comprar “um pedaço de terra” para “viver no bem-bom”. Eles tem plena consciência de que só tem um ao outro, como se fossem dois irmãos, sempre preocupados com o cuidado recíproco.
Eu pensei que já tivesse lido
Este é o primeiro livro técnico que entra na minha
Eu me lembro que nos meus primeiros anos do ensino fundamental a “tia” falou que o Brasil foi descoberto quando alguns portugueses procuravam outro caminho para chegar às Índias. Como o assunto era o descobrimento do Brasil, foi só isso o que ela disse sobre as viagens transatlânticas daquela época. Ela não falou o motivo – pelo menos não de forma detalhada – pelo qual os nossos hermanos lusistanos procuravam aquelas terras. Se ela tivesse contado a história de Fernão de Magalhães pra nós, certamente a aula dela seria muito menos tediosa (confesso: nunca gostei de história, pelo menos da forma como me foi ensinada…).
Tão estranha quanto o título do livro é a sua história: quinta-feira se refere à função do protagonista, e não o dia em que ele morreu ou foi pra algum lugar, como pensaram as pessoas que viram que eu estava lendo este livro.