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Artigos com o marcador livro
Livro: Fernão de Magalhães
10/07/10
Eu me lembro que nos meus primeiros anos do ensino fundamental a “tia” falou que o Brasil foi descoberto quando alguns portugueses procuravam outro caminho para chegar às Índias. Como o assunto era o descobrimento do Brasil, foi só isso o que ela disse sobre as viagens transatlânticas daquela época. Ela não falou o motivo – pelo menos não de forma detalhada – pelo qual os nossos hermanos lusistanos procuravam aquelas terras. Se ela tivesse contado a história de Fernão de Magalhães pra nós, certamente a aula dela seria muito menos tediosa (confesso: nunca gostei de história, pelo menos da forma como me foi ensinada…).
No livro Fernão de Magalhães, Stefan Zweig explica direito essa história: Portugal e Espanha se valiam da Ilha das Especiarias para aumentar seu “PIB”, pois naquela época esses insumos – que hoje nos contentamos em chamar de “tempero” – custavam muito caro. Eram necessários dias a fio de navegação para trazer especiarias das Índias.
Livro: O homem que foi quinta-feira
16/03/10
Tão estranha quanto o título do livro é a sua história: quinta-feira se refere à função do protagonista, e não o dia em que ele morreu ou foi pra algum lugar, como pensaram as pessoas que viram que eu estava lendo este livro.
Tudo começa com a discussão entre dois poetas sobre a natureza dos versos: um acredita que a inspiração vem de um universo ordenado e previsível, o outro acredita que sua origem está no caos da anarquia. Desse ponto em diante uma mistura completamente maluca de detetives, anarquistas, um monstrengo que vê todos e domina tudo e outros personagens de personalidades ímpares garantem uma história bem humorada que tem um final inusitado.
Livro: Ivanhoé
15/02/10
Eis mais um clássico: Ivanhoé. Não é fácil escrever uma resenha deste livro sem revelar o final da história, o que não pretendo fazer aqui para não frustrar as espectativas de quem ainda não leu o livro.
A história é um romance de cavalaria e acontece alguns anos antes de a Inglaterra ser criada, numa época de intrigas entre cristãos corrompidos e judeus avarentos, saxônios orgulhosos e normandos briguentos, senhores do clero e homens proscritos. Por amor ou pela própria honra, os personagens garantem uma história com muita aventura, espadadas, flechadas e até um castelo destruído “com as unhas”.
Livro: As Aventuras de Tom Sawyer
03/12/09
Quando eu vi o título deste livro também pensei que fosse algo do tipo ”Indiana Jones” (talvez por causa da palavra “aventuras”), mas me enganei: Tom é um garoto travesso que vive se metendo em enrascadas e sempre deixando sua tia Polly a beira da loucura, e as aventuras as quais se referem o título da obra são as encrencas nas quais o garoto se mete.
Assim como todas as crianças, Tom tem uma imaginação muito fértil, o que faz que ele e seus amigos sempre façam ou deixem de fazer algo por causa dos fantasmas, bruxas ou simpatias. Essas imaginações infantis ajudam a ressaltar o humor sutil e inteligente presente no livro.
Livro: Histórias de Sherlock Holmes
25/11/09
Quem nunca ouviu falar sobre Sherlock Holmes? Eu já conhecia a fama do detetive londrino, mas nunca tinha lido um livro sobre suas histórias.
O livro Histórias de Sherlock Holmes reúne 12 das aventuras vividas por Holmes e pelo seu amigo Watson. 12 histórias curtas, sem lero-lero, direto ao ponto, onde são deslindados casos das mais diversas naturezas (e não somente problemas relacionados a assassinatos, como eu supunha antes de conhecer este livro).
O enredo das histórias se desenvolve em lugares diversos (alguns casos começam e terminam sem que Holmes tenha que sair da sua sala, na famosa Baker Street) e são narradas na forma de um “diário”, ora por Watson, ora por Holmes ou por um narrador onisciente.
O suspense é mantido com tanta maestria que, ao final de uma das histórias, quando o mistério é desvendado, você fica se perguntando: “como eu não pensei nisso também?”.
Definitivamente, uma leitura recomendada.
Livro: Um conto de duas cidades
09/10/09

A história de “Um conto de duas cidades”, de Charles Dickens, é uma obra de ficção baseada na realidade: o autor se baseou em fatos e datas reais do início da Revolução Francesa para escrever seu romance.
Esta é a sinopse do livro, disponível no Skoob:
A narrativa de Um Conto de Duas Cidades – que se refere a Londres e Paris – tem início em 1775, quando começam a germinar os movimentos que culminariam na Revolução Francesa. Em meio a grandes injustiças e abusos por parte da nobreza, os camponeses e artesãos conformam-se com as injúrias, sabedores de que o tempo da vingança está próximo. Considerado um clássico da literatura inglesa do século XIX, Um Conto de Duas Cidades trata ao mesmo tempo da realidade da Inglaterra e da França revolucionária. Dickens toma como ponto de referência a Revolução Francesa para apontar os problemas sociais e políticos da Inglaterra, pois temia que a história se repetisse em seu país quando escrevia o romance.
Assim como destacado no posfácio escrito por Andrew Sanders, “a leitura do romance depende, frequentemente, de como personagens e leitores interpretam” os testemunhos das cartas, registros, memorizações e recordações, que assumem “singular importância” na obra.
A história também é cheia de dualidades, e o leitor não é tão onisciente quanto o narrador: muitas coisas que acontecem entre um fato e outro dentro da história só é revelada ao leitor através do diálogo de algum personagem. Isso me causou um certo “desconforto” durante a leitura. Talvez porque eu estava acostumado com o estilo de Os três mosqueteiros, onde o leitor assume a posição do narrador, que é, também, onisciente.
Livro: Os três mosqueteiros (Alexandre Dumas)
10/09/09
Livro fantástico. Tentei, mas não consegui começar este post de outra forma. Os Três Mosqueteiros é, definitivamente, um “imortal da literatura universal”.
A história se passa na França de 1648 e conta a história de D’Artagnan, um gascão que herdou do pai uma espada, 11 pistolas (moeda corrente na época) e um cavalo cor-de-cenoura sem crina na cauda, além de conselhos que tornaram o jovem destemido, encrenqueiro e aventureiro. A história se desenrola numa época em que a palavra de um fidalgo tinha, por si só, o seu valor, a coragem era uma virtude frequente entre os homens e o amor platônico era comum.
São mais de 500 páginas de aventura, batalhas, intrigas, romance e um suspense que começa na segunda página e termina na penúltima. Definitivamente recomendado.
Livro: As Chaves do Reino
20/04/09
P.S.: Se eu fosse leitor desse blog acharia que o assunto aqui não era mais tecnologia, mas sim literatura, dada quantidade de posts sobre livros que eu venho colocando aqui. Mas acredito que esse conteúdo seja enriquecedor para meus queridos leitores, afinal de contas nem só de tecnologia vive o homem…
Depois de ler As Chaves do Reino, de A. J. Cronin, criei uma classificação própria para os livros que já li: os que falam sobre coisas da vida real e os que contam uma história inventada. Não me preocupei se já criaram uma classificação como romance, ficção, auto ajuda, etc, etc etc. Prefiro usar minha própria classificação.
Dos livros que contam histórias, As Chaves do Reino foi, até agora, o melhor livro que eu já li (o melhor sobre a vida real continua sendo A Última Grande Lição). Apesar de “contar uma história”, ele fala sim sobre problemas da vida real, mas a história é contada com uma riqueza tão grande de detalhes que você fica completamente submerso na história, sem se preocupar com as entrelinhas.
Livro: Mr. North
24/03/09
O livro Mr. North – de Thornton Wilder, editora Nova Cultural – conta a história de Teophilus North quando decidiu abandonar sua vida pacata de professor em New Jersey e partir em busca de um destino mais interessante. Foi à cidade de Newport, onde sempre arrumava alguns serviços como professor de tênis e idiomas. A história se passa na década de 1920.
Dotado de uma vasta cultura e uma criatividade incrível, ele se envolve e influencia as pessoas a seu redor. Newport era, pelo que pude entender, como o que conhecemos por “cidadezinha do interior”: todo mundo conhecia e sabia da vida dos seus concidadãos. Por esse motivo, Mr. North se envolveu em diversas situações onde a informação precisa e o conhecimento das pessoas foi fundamental para resolver uma série de problemas.
O livro é razoavelmente grande (385 páginas), e é uma leitura muito agradável. A bagagem cultural do protagonista fez que aparecessem durante a história diversos diálogos em italiano, ISO8859 latim e até mesmo alemão, mas nada que impeça o pleno entendimento da narração. Para que a leitura seja melhor aproveitada, é bom que o leitor conheça um pouco de Shakespeare, Dante Alighieri, Mozart, Bach, entre outros, além de algumas palavras nos idiomas que citei anteriormente.
Livro: O Monge e o Executivo
13/03/09
Geralmente, as coisas muito populares não me chamam muito a atenção. E isso aconteceu com o livro O Monge e o Executivo. Sempre ouvi comentários a respeito, mas nunca tive interesse de ir atrás para lê-lo. Mas depois de algumas boas indicações, peguei o livro para ler.
Ele conta a história de um homem (John) que tinha uma vida bem abastada financeiramente, quando viu que ele não era uma pessoa de muito sucesso, e por conseguinte não era tão feliz: o relacionamento com a esposa e os filhos não ia bem, assim como o relacionamento com os chefes e os subordinados na empresa. Até que ele é aconselhado a fazer um retiro em um mosteiro, e é lá que acontece toda a história.
Entre uma cerimônia religiosa e outra acontecem as reuniões com um monge ex-consultor, que foi muito reconhecido no mercado como sendo um homem que levantava empresas em ruína, e um grupo de 6 pessoas, das quais John era um. O assunto das aulas era sobre liderança – que é o assunto do livro.
O tema da liderança servidora é discutido com o leitor através da discussão entre os participantes das aulas. Os temas são muito bem discutidos e os fundamentos apresentados, através dessas aulas que são um verdadeiro colóquio.
Apesar de apresentar bem os conceitos da liderança, a forma como os acontecimentos foram “forjados” me incomodou um pouco durante a leitura do livro. Desde a composição da equipe de alunos da história (uma treinadora, uma diretora, um pastor, um militar, uma enfermeira e o próprio John, empresário) até os diálogos, tudo soa muito artificial, o que não me agrada ao ler um texto sobre um assunto concreto. Seria diferente se eu estivesse lendo um livro de ficção, onde você sabe que ali tudo é inventado, e aproveita para deixar a imaginação solta para mergulhar na história. Mas no geral, a leitura é agradável e enriquecedora.



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