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Artigos com o marcador história
Livro: Fernão de Magalhães
10/07/10
Eu me lembro que nos meus primeiros anos do ensino fundamental a “tia” falou que o Brasil foi descoberto quando alguns portugueses procuravam outro caminho para chegar às Índias. Como o assunto era o descobrimento do Brasil, foi só isso o que ela disse sobre as viagens transatlânticas daquela época. Ela não falou o motivo – pelo menos não de forma detalhada – pelo qual os nossos hermanos lusistanos procuravam aquelas terras. Se ela tivesse contado a história de Fernão de Magalhães pra nós, certamente a aula dela seria muito menos tediosa (confesso: nunca gostei de história, pelo menos da forma como me foi ensinada…).
No livro Fernão de Magalhães, Stefan Zweig explica direito essa história: Portugal e Espanha se valiam da Ilha das Especiarias para aumentar seu “PIB”, pois naquela época esses insumos – que hoje nos contentamos em chamar de “tempero” – custavam muito caro. Eram necessários dias a fio de navegação para trazer especiarias das Índias.
Livro: Um conto de duas cidades
09/10/09

A história de “Um conto de duas cidades”, de Charles Dickens, é uma obra de ficção baseada na realidade: o autor se baseou em fatos e datas reais do início da Revolução Francesa para escrever seu romance.
Esta é a sinopse do livro, disponível no Skoob:
A narrativa de Um Conto de Duas Cidades – que se refere a Londres e Paris – tem início em 1775, quando começam a germinar os movimentos que culminariam na Revolução Francesa. Em meio a grandes injustiças e abusos por parte da nobreza, os camponeses e artesãos conformam-se com as injúrias, sabedores de que o tempo da vingança está próximo. Considerado um clássico da literatura inglesa do século XIX, Um Conto de Duas Cidades trata ao mesmo tempo da realidade da Inglaterra e da França revolucionária. Dickens toma como ponto de referência a Revolução Francesa para apontar os problemas sociais e políticos da Inglaterra, pois temia que a história se repetisse em seu país quando escrevia o romance.
Assim como destacado no posfácio escrito por Andrew Sanders, “a leitura do romance depende, frequentemente, de como personagens e leitores interpretam” os testemunhos das cartas, registros, memorizações e recordações, que assumem “singular importância” na obra.
A história também é cheia de dualidades, e o leitor não é tão onisciente quanto o narrador: muitas coisas que acontecem entre um fato e outro dentro da história só é revelada ao leitor através do diálogo de algum personagem. Isso me causou um certo “desconforto” durante a leitura. Talvez porque eu estava acostumado com o estilo de Os três mosqueteiros, onde o leitor assume a posição do narrador, que é, também, onisciente.



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