Livro: O Peregrino
Eu pensei que já tivesse lido um livro com uma história maluca, mas esse aqui me surpreendeu. O Peregrino é uma obra de ficção que se passa em uma época razoavelmente avançada – o autor não cita o ano em que tudo acontece, mas é uma época em que uma instituição, denominada por seus opositores de “Tábula”, tem controle sobre todas as comunicações e movimentos de cada cidadão. Câmeras de vigilância espalhadas por todos os lados analisam os pontos nodais dos rostos que capturam, e assim a “Imensa Máquina” sabe onde todos estão.
Um Peregrino é uma pessoa que tem a habilidade de “viajar” para outros mundos. É como se a alma saísse do corpo e fosse para outra realidade. Essa habilidade é herdada, e não adquirida. A princípio, a Imensa Máquina desejava eliminar todos os Peregrinos, pois quando estes viajavam para outras dimensões voltavam com idéias revolucionárias, que tirariam o poder das mãos de quem controlava tudo. Mas depois, com o avanço da ciência (sim, era possível avançar mais), a Tábula passou a procurar Peregrinos para implantar sensores em seus cérebros e obter informações detalhadas sobre a “travessia” para outras dimensões.
Os Arlequins eram uma tribo que viviam com um único objetivo: proteger os Peregrinos. Eles eram treinados desde a infância para estar alerta a todo o momento, desconfiar de todos e matar quem fosse necessário com as clássicas espadas Arlequins, facas, armas de fogo ou qualquer outro artefato que estivesse disponível.
A protagonista da história é Maya, uma Arlequim de personalidade forte. Para sintetizar as características desta personagem, imagine o extremo oposto ao da protagonista insípida da saga Crepúsculo. Pronto, aí está Maya na tua cabeça. Uma jovem ativa, forte, inteligente e que, quando criança, foi treinada pelo seu pai, Thorn, para ser uma excelente Arlequim.