Livro: Vá aonde seu coração mandar
Uma avó que teve o relacionamento com a neta desgastado por razões adolescentes demais para uma mulher adulta escreve uma série de cartas que compõem este livro.
A avó já está numa idade avançada e vive apenas com o cachorro Buck, animal de estimação da neta. As cartas são escritas como que para “passar o tempo”, mas não serão remetidas à neta, pois ambas juraram não se comunicar quando a neta se separou da avó.
Nas cartas, a avó descreve coisas do passado e fala dos seus sentimentos de forma imparcial, comentando os erros cometidos pelas pessoas envolvidas nos episódios narrados – incluindo seus próprios erros – e procurando uma justificativa para o comportamento avesso da neta, além de lançar questões para que a neta repense sua postura rebelde, que na verdade servem para fazer o leitor refletir sobre as consequências dos seus atos, incentivando-o a tomar decisões baseando-se na coragem para ir aonde o coração mandar.
A história se passa no início do século XIX, quando a Rússia está sendo tomada por tropas tártaras rebeldes. O czar fica sabendo de Ivã Ogareff, um russo traidor, pretende se unir aos revoltados para matar seu irmão, o grão-duque de Ircutsque, na Sibéria. Para que o czar pudesse avisar seu irmão do perigo iminente, era necessário encontrar um homem que fosse capaz de transpor os sete mil quilômetros de distância que separavam Moscou de Ircutsque, que deveria ser o portador de uma carta com o aviso sobre a tomada da cidade. O homem escolhido foi o chefe dos correios do czar, Miguel Strogoff, que empresta seu nome ao título do livro.
Eugênia Grandet é a filha de um vinhateiro sovina que atrai os holofotes da narrativa durante a maior parte do livro. Ele é tão avarento que não quer que a esposa nem a filha saibam da sua fortuna. Vive reclamando, dizendo que “não tem vintém”.
O título do livro faz alusão a um momento onde todas as alternativas de socorro já não são mais possíveis, a última hora do dia já passou, não há mais nada que possa evitar a destruição do homem.
Neste livro, Ivan Deníssovitch Chukhov é um prisioneiro de guerra e a história conta um dia típico (ou atípico) que se passa no campo de concentração onde cumpre sua pena. O autor, Alexandre Soljenitsin, desenvolve a história com muita propriedade, pois foi prisioneiro entre 1945 e 1953. Aliás, foi exatamente durante o cumprimento de sua pena que ele decidiu escrever este livro.
Neste livro, Lennie e George são dois “peões”, como descrito pelo autor, que sempre andam juntos. Eles não tem família e nem onde morar, e vivem pulando de uma fazenda para outra, trabalhando e tentando juntar dinheiro para realizar o sonho que eles tem de comprar “um pedaço de terra” para “viver no bem-bom”. Eles tem plena consciência de que só tem um ao outro, como se fossem dois irmãos, sempre preocupados com o cuidado recíproco.
Eu pensei que já tivesse lido
Tão estranha quanto o título do livro é a sua história: quinta-feira se refere à função do protagonista, e não o dia em que ele morreu ou foi pra algum lugar, como pensaram as pessoas que viram que eu estava lendo este livro.
Eis mais um clássico: Ivanhoé. Não é fácil escrever uma resenha deste livro sem revelar o final da história, o que não pretendo fazer aqui para não frustrar as espectativas de quem ainda não leu o livro.