Arquivo para 'Cotidiano'

Tecnologia a serviço do circo eleitoral

A eleição é considerada como sendo o evento mais importante da democracia, onde o povo manifesta quem quer que o represente para defender seus interesses perante as autoridades. Bom, esta é a teoria.

A prática é bem diferente: as crianças aprendem desde cedo que todos os políticos são ladrões, que o voto é uma obrigação (e como a maioria das obrigações, sem graça) e que devemos escolher os menos piores para votar. E foi assim que crescemos: habituados a ver tanta coisa errada, sem fazer nada a respeito, como meros espectadores do que acontece na sociedade onde vivemos.

Eu não sou uma exceção. Assim como a grande maioria dos cidadãos, não sou, confesso, muito atento à política. E intencionalmente me previno de ficar conversando sobre um assunto que eu conheço tão pouco. É como diz o ditado popular: religião e política não se discute. Religião não se discute simplesmente por respeito à opção do nosso interlocutor. Política não se discute porque é um assunto chato e insalubre – pode causar depressão. Eu me explico.
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Resposta ao protesto sobre falha no sistema da Orizon

Em maio de 2009 eu escrevi um artigo desabafando os percalços que eu tive na época com o sistema da empresa Orizon, que recebe informações de atendimento de empresas prestadoras de serviços de saúde para que seja feito o faturamento junto aos convênios.

Pouco tempo depois (dia 18 de junho de 2009, para ser mais preciso) eu recebi uma mensagem da agência de relações públicas da Orizon comentando o meu artigo. Como estava muito sem tempo não publiquei o comentário deles, mas até hoje tinha a sensação de “dívida” com eles por não publicar a resposta que obtive. Pois bem, estou quitando minha dívida agora. Esta foi a mensagem que recebi:


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Cálculo de intervalo de tempo no Excel

Quem nunca tentou fazer uma operação entre duas datas / horas no Excel e nunca se deparou com um número estranho? Por exemplo, se tivermos duas células com os valores 13:00 e 11:00 e subtrairmos as duas células, teremos como resultado o valor (em hora) 2:00, ou seja, duas horas de diferença. Mas se somarmos os dois valores, teremos 0:00 como resultado. O resultado deveria ser 24:00, não acha? Isso acontece porque o resultado do cálculo é mostrado em formato de data. Ou seja, passou de 23:59:59, volta pro 0:00:00.

Aí você resolve o problema formatando a célula para o formato número, e o que aparece? O número 1! E se você fizer a mesma operação com outros valores, como subtrair 12:00 de 8:45 para descobrir quantas horas trabalhou no período da manhã, vai se deparar com outro valor igualmente estranho: 0,14 (no formato número).

Esse número “estranho” que aparece é o resultado do cálculo em fração de um dia. Ou seja, no exemplo anterior, o espaço de tempo entre 8:45 e 12:00 é 14% de um dia.

Resumo da ópera: para obter a quantidade de horas deste intervalo, basta multiplicar o número por 24. Assim, se tivermos nas células A1 e A2 os valores 8:45 e 12:00, respectivamente, para encontrar o intervalo de tempo basta usar a fórmula =(A2-A1)*24 e teremos 3,25 como resultado, ou seja, três horas e quinze minutos!

Simple, yet useful! ;-)

Livro: Histórias de Sherlock Holmes

sherlock_holmesQuem nunca ouviu falar sobre Sherlock Holmes? Eu já conhecia a fama do detetive londrino, mas nunca tinha lido um livro sobre suas histórias.

O livro Histórias de Sherlock Holmes reúne 12 das aventuras vividas por Holmes e pelo seu amigo Watson. 12 histórias curtas, sem lero-lero, direto ao ponto, onde são deslindados casos das mais diversas naturezas (e não somente problemas relacionados a assassinatos, como eu supunha antes de conhecer este livro).

O enredo das histórias se desenvolve em lugares diversos (alguns casos começam e terminam sem que Holmes tenha que sair da sua sala, na famosa Baker Street) e são narradas na forma de um “diário”, ora por Watson, ora por Holmes ou por um narrador onisciente.

O suspense é mantido com tanta maestria que, ao final de uma das histórias, quando o mistério é desvendado, você fica se perguntando: “como eu não pensei nisso também?”.

Definitivamente, uma leitura recomendada.

Posts em inglês

Como se fosse fácil manter um blog no meu primeiro idioma, o qual não domino perfeitamente, agora vou me arriscar a postar os artigos em inglês também. Isso me propõe, automaticamente, dois desafios:

  1. Manter o blog atualizado (o que por si só já é, há muito tempo, um grande desafio).
  2. Conseguir escrever alguma coisa em inglês.

Já vou avisando que meu inglês é paupérrimo. Portanto, não esperem muita coisa dos posts em inglês não. E sintam-se à vontade para apontar qualquer erro que eu cometer com a forma ou o conteúdo dos posts, ok?! :-)

Livro: Os três mosqueteiros (Alexandre Dumas)

Capa: Os três mosqueteirosLivro fantástico. Tentei, mas não consegui começar este post de outra forma. Os Três Mosqueteiros é, definitivamente, um “imortal da literatura universal”.

A história se passa na França de 1648 e conta a história de D’Artagnan, um gascão que herdou do pai uma espada, 11 pistolas (moeda corrente na época) e um cavalo cor-de-cenoura sem crina na cauda, além de conselhos que tornaram o jovem destemido, encrenqueiro e aventureiro. A história se desenrola numa época em que a palavra de um fidalgo tinha, por si só, o seu valor, a coragem era uma virtude frequente entre os homens e o amor platônico era comum.

São mais de 500 páginas de aventura, batalhas, intrigas, romance e um suspense que começa na segunda página e termina na penúltima. Definitivamente recomendado.

Como atender uma ligação de telemarketing

Agora há pouco recebi uma ligação de um pessoal chato de telemarketing oferecendo um curso, da mesma empresa que já ligou aqui pelo menos umas 6 vezes no último mês. Minutos depois vi no Twitter um link enviado pelo Ricardo Magalhães para o vídeo a seguir. Simplesmente genial!

Ferramenta gratuita para proteger dados sigilosos

Depois de ter supostamente “perdido” meu pendrive (suponho que tenha sido roubado, mas não tenho provas) comecei a procurar uma solução de criptografia para meus dados. E comecei a fazer backups periodicamente também – sabe como é aquele ditado: “em casa de ferreiro, o espeto é de pau”…

Foi quando encontrei referências para o TrueCrypt, uma ferramenta open source e gratuita para criptografia de volumes. Ele pode criar um arquivo que será usado como uma partição, criptografar uma partição existente ou até mesmo a partição onde se encontra o sistema operacional, além de permitir a criação de partições ocultas. Caso você queira proteger todo o computador, a criptografia da partição do sistema exigirá uma senha durante o boot. Com isso você garante que caso seu notebook seja roubado, seus dados permanecerão inacessíveis.


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Protesto: falha em sistema da Orizon expõe dados sigilosos de pacientes

Quem acompanha meu blog já sabe que eu evito citar nomes de empresas quando quero falar mal de alguma coisa, mas como este post tem um tom de “protesto” peço que entendam a citação de nomes de empresas envolvidas no assunto.

Quem trabalha em empresas da área da saúde já sabe que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) definiu o padrão TISS para troca de informações entre prestadores de serviços de saúde. Esse padrão define a forma como as informações devem ser transmitidas entre empresas, de forma que se aumente a agilidade da troca de informações e para que seja possível obter informações precisas sobre saúde suplementar.

Se você olhar o site do TISS (um hotsite dentro do site da ANS) terá informações mais detalhadas sobre o que eu estou dizendo. E se você clicar no link segurança e privacidade, vai ver uma declaração enfatizando a importância da privacidade das informações individuais. Veja um trecho do texto:


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Livro: As Chaves do Reino

P.S.: Se eu fosse leitor desse blog acharia que o assunto aqui não era mais tecnologia, mas sim literatura, dada quantidade de posts sobre livros que eu venho colocando aqui. Mas acredito que esse conteúdo seja enriquecedor para meus queridos leitores, afinal de contas nem só de tecnologia vive o homem…

Depois de ler As Chaves do Reino, de A. J. Cronin, criei uma classificação própria para os livros que já li: os que falam sobre coisas da vida real e os que contam uma história inventada. Não me preocupei se já criaram uma classificação como romance, ficção, auto ajuda, etc, etc etc. Prefiro usar minha própria classificação.

Dos livros que contam histórias, As Chaves do Reino foi, até agora, o melhor livro que eu já li (o melhor sobre a vida real continua sendo A Última Grande Lição). Apesar de “contar uma história”, ele fala sim sobre problemas da vida real, mas a história é contada com uma riqueza tão grande de detalhes que você fica completamente submerso na história, sem se preocupar com as entrelinhas.


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