Livro: O Peregrino
Eu pensei que já tivesse lido um livro com uma história maluca, mas esse aqui me surpreendeu. O Peregrino é uma obra de ficção que se passa em uma época razoavelmente avançada – o autor não cita o ano em que tudo acontece, mas é uma época em que uma instituição, denominada por seus opositores de “Tábula”, tem controle sobre todas as comunicações e movimentos de cada cidadão. Câmeras de vigilância espalhadas por todos os lados analisam os pontos nodais dos rostos que capturam, e assim a “Imensa Máquina” sabe onde todos estão.
Um Peregrino é uma pessoa que tem a habilidade de “viajar” para outros mundos. É como se a alma saísse do corpo e fosse para outra realidade. Essa habilidade é herdada, e não adquirida. A princípio, a Imensa Máquina desejava eliminar todos os Peregrinos, pois quando estes viajavam para outras dimensões voltavam com idéias revolucionárias, que tirariam o poder das mãos de quem controlava tudo. Mas depois, com o avanço da ciência (sim, era possível avançar mais), a Tábula passou a procurar Peregrinos para implantar sensores em seus cérebros e obter informações detalhadas sobre a “travessia” para outras dimensões.
Os Arlequins eram uma tribo que viviam com um único objetivo: proteger os Peregrinos. Eles eram treinados desde a infância para estar alerta a todo o momento, desconfiar de todos e matar quem fosse necessário com as clássicas espadas Arlequins, facas, armas de fogo ou qualquer outro artefato que estivesse disponível.
A protagonista da história é Maya, uma Arlequim de personalidade forte. Para sintetizar as características desta personagem, imagine o extremo oposto ao da protagonista insípida da saga Crepúsculo. Pronto, aí está Maya na tua cabeça. Uma jovem ativa, forte, inteligente e que, quando criança, foi treinada pelo seu pai, Thorn, para ser uma excelente Arlequim.
Ela levava uma vida de cidadã comum em Londres, mas seu lado Arlequim revive com toda a força depois que seu pai a encarrega da missão de proteger dois possíveis Peregrinos que estão nos Estados Unidos e estão sendo procurados pela Tábula.
Toda a história é recheada de ação e marasmo, fantasias e realidades duras, tecnologias avançadas e recursos rudimentares, “tudo junto ao mesmo tempo”. Apesar de apresentar uma linguagem um tanto vulgar em poucas partes do livro, é uma história fascinante!
Detalhe: não se sabe se o autor, John Twelve Hawks, é um heterônimo ou uma pessoa real. Sabe-se apenas que ele não tem cartão de crédito, conta bancária ou algo que o identifique. Nem mesmo seu editor o conhece pessoalmente: os contatos que fizeram sempre foram através de telefone via satélite. Ou seja: ele é a personificação de um Peregrino. Se essa é só uma jogada de Marketing ou golpe publicitário não se sabe, mas foi uma sacada muito boa – tanto quanto o livro.
(Sabe, acho que está na hora de mudar o título do blog e colocar algo relacionado a cultura… o último artigo técnico que escrevi tem mais de 6 meses!)
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