Livro: Um conto de duas cidades

Um conto de duas cidades

A história de “Um conto de duas cidades”, de Charles Dickens, é uma obra de ficção baseada na realidade: o autor se baseou em fatos e datas reais do início da Revolução Francesa para escrever seu romance.

Esta é a sinopse do livro, disponível no Skoob:

A narrativa de Um Conto de Duas Cidades – que se refere a Londres e Paris – tem início em 1775, quando começam a germinar os movimentos que culminariam na Revolução Francesa. Em meio a grandes injustiças e abusos por parte da nobreza, os camponeses e artesãos conformam-se com as injúrias, sabedores de que o tempo da vingança está próximo. Considerado um clássico da literatura inglesa do século XIX, Um Conto de Duas Cidades trata ao mesmo tempo da realidade da Inglaterra e da França revolucionária. Dickens toma como ponto de referência a Revolução Francesa para apontar os problemas sociais e políticos da Inglaterra, pois temia que a história se repetisse em seu país quando escrevia o romance.

Assim como destacado no posfácio escrito por Andrew Sanders, “a leitura do romance depende, frequentemente,  de como personagens e leitores interpretam” os testemunhos das cartas, registros, memorizações e recordações, que assumem “singular importância” na obra.

A história também é cheia de dualidades, e o leitor não é tão onisciente quanto o narrador: muitas coisas que acontecem entre um fato e outro dentro da história só é revelada ao leitor através do diálogo de algum personagem. Isso me causou um certo “desconforto” durante a leitura. Talvez porque eu estava acostumado com o estilo de Os três mosqueteiros, onde o leitor assume a posição do narrador, que é, também, onisciente.


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