Bom senso no uso da Tecnologia da Informação
Como *não* elaborar uma mensagem de erro
Em design de interfaces, sempre existe um cuidado específico com a elaboração de mensagens de erro. Elas devem ser claras e objetivas, não podem assustar o usuário (ex: “ERRO FATAL”) e nem culpá-lo (ex: “Esta ação é proibida. Tente outra alternativa.”), e devem, no mínimo, dar uma idéia clara do aconteceu e, se possível, indicar uma solução.
Me lembrei desse conceito quando vi uma mensagem de erro apresentada pelo GIMP (editor de imagens um pouco parecido com o Photoshop, porém free). Eu estava montando um gif animado com dois frames para colocar em uma aplicação. Coisa simples. Na hora de salvar, especifiquei o delay entre os frames, o local onde o arquivo deveria ser salvo e cliquei em Salvar. o programa me apresentou a seguinte tela:
Confesso que fiquei assustado, confuso e frustrado: assustado por imaginar que um mísero gif de 1KB poderia devorar os dois núcleos do processador ou todos os 2GB do PC que eu estava usando. Confuso porque não tive a capacidade de entender ou imaginar o que poderia ter ocorrido, muito menos uma provável solução. E frustrado porque eu não sabia se o arquivo havia sido salvo ou não.
Olhei a pasta de destino do arquivo, e lá estava ele, salvo. Porém ele não estava são: tinha virado uma combinação dos frames que eu havia colocado no arquivo, ao invés de virar uma animação.
Como a parte de design não é a minha “praia”, criei coragem e voltei a me aventurar pelos menus e opções do programa. Marquei algumas opções que acreditei que poderiam resolver meu problema e mandei salvar novamente. Desta vez, sem nenhuma mensagem de suspeita de erro.
No final das contas, consegui criar o meu arquivo do jeito que eu queria. E também encontrei um bom exemplo do que não deve ser feito ao compor uma mensagem de erro.
Ainda bem que deu tempo terminar o trabalho antes que o PC fosse dominado pelo lado negro da força …
| Imprimir artigo | Este artigo foi escrito por Elvis Fernandes em 02/05/2008 às 10:01, e está arquivado em Desenvolvimento, Design & Usabilidade. Siga quaisquer respostas a este artigo através do RSS 2.0. Você pode deixar uma resposta ou fazer um trackback do seu próprio site. |



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